Sabe aquelas banquinhas de feira que vendem artigos orientais? Nesta havia também a possibilidade de escrever o nome em japonês em um chaveiro de bambu. Eu estava procurando um talismã para colocar na porta do meu apartamento. Apesar de há muito tempo ter perdido a fé, desacreditado em deus e viver com a dúvida de ser ou não ser agnóstica, acredito em amuletos, horóscopo, runas e meditação. Definitivamente, o ateísmo não me define. Pensei numa palavra para me definir e escolhi uma: CORAGEM. Desde então, toda vez que saio de casa e me viro para trancar a porta, vejo o pedacinho de bambu balançando na porta e me lembro porque estou saindo de casa. Coragem é o meu propósito. Estou neste mundo para ter coragem em todos os dias da minha vida. Antigamente, não achava possível ser uma pessoa corajosa, porque o medo sempre fez parte de tudo, o medo me acompanhou nos momentos decisivos, nos momentos tristes e até nos momentos de felicidade. Estar alegre me fazia sentir medo de ficar triste. Só com o tempo que fui perceber que o medo não é o oposto da coragem. É preciso ter medo para ter coragem. Se eu não tenho medo de tempestade, não preciso de coragem para sair contra o vento e a chuva. É só sair, como se saísse para um dia ensolarado. Mas, se a luz dos raios e o barulho dos trovões me aterrorizam, é preciso ter muita coragem para abrir os olhos e ver as nuvens negras se movimentando no horizonte. Por isso, não tenho mais medo de ter medo. Porque sei que tenho coragem para enfrentá-lo.domingo, 21 de setembro de 2008
Coragem de ter medo
Sabe aquelas banquinhas de feira que vendem artigos orientais? Nesta havia também a possibilidade de escrever o nome em japonês em um chaveiro de bambu. Eu estava procurando um talismã para colocar na porta do meu apartamento. Apesar de há muito tempo ter perdido a fé, desacreditado em deus e viver com a dúvida de ser ou não ser agnóstica, acredito em amuletos, horóscopo, runas e meditação. Definitivamente, o ateísmo não me define. Pensei numa palavra para me definir e escolhi uma: CORAGEM. Desde então, toda vez que saio de casa e me viro para trancar a porta, vejo o pedacinho de bambu balançando na porta e me lembro porque estou saindo de casa. Coragem é o meu propósito. Estou neste mundo para ter coragem em todos os dias da minha vida. Antigamente, não achava possível ser uma pessoa corajosa, porque o medo sempre fez parte de tudo, o medo me acompanhou nos momentos decisivos, nos momentos tristes e até nos momentos de felicidade. Estar alegre me fazia sentir medo de ficar triste. Só com o tempo que fui perceber que o medo não é o oposto da coragem. É preciso ter medo para ter coragem. Se eu não tenho medo de tempestade, não preciso de coragem para sair contra o vento e a chuva. É só sair, como se saísse para um dia ensolarado. Mas, se a luz dos raios e o barulho dos trovões me aterrorizam, é preciso ter muita coragem para abrir os olhos e ver as nuvens negras se movimentando no horizonte. Por isso, não tenho mais medo de ter medo. Porque sei que tenho coragem para enfrentá-lo.quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Liberdade ainda que tardia
Na verdade, nunca desejei ser livre. Sempre me apeguei a algo, a alguém ou a algum momento. Sempre quis possuir e controlar. "Ser" dependia sempre de outra coisa. De repente, sem que eu pudesse fazer nada, até mesmo a contragosto, ganhei a liberdade. Agora estou me acostumando a decidir o que fazer com ela todos os dias. Ser livre é estranho. Não há em que colocar a culpa ou a esperança, porque sou livre para decidir estar triste, alegre ou insensível. Decidir querer ou não querer só depende de mim. É muito bom ser livre, é muito bom ter a responsabilidade e o mérito de viver.quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Saudade do que não tive
sábado, 13 de setembro de 2008
De onde vem o desejo?
Será que o desejo começa no coração? De onde vem a vontade de estar perto, a vontade de tocar e descobrir alguém? Será que vem da pele, da energia que é transmitida de um olhar para outro?Porque sentimos isso por determinada pessoa, num determinado momento? O desejo vem independente da razão, uma força poderosa que move as pessoas quer elas queiram ou não. É o desejo que nos mantém vivos. O desejo faz o coração bater mais forte, a respiração fica mais rápida, todo o nosso corpo reage, pulsa, grita. É tão forte que muitas vezes temos medo de desejar, de sentir, de querer. Medo de não conseguir satisfazer o desejo e permanecer sempre com o coração batendo forte, a respiração rápida e o corpo em ebulição. Ninguém suporta desejar por muito tempo. Desejar por muito tempo começa a doer. Então, o desejo vira raiva e frustração.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Super Mercado

Ir ao supermercado é uma terapia. É mais fácil comprar pão na padaria, mas uso essa desculpa para dar um pulo no supermercado. Vou olhando as ofertas, vendo os produtos novos, conferindo as novas embalagens. Gosto também de ver os importados, coisas que eu nunca vou comprar como coração de alcachofra em conserva e patê foiegras. Mas, gosto de saber o que existe para ser comprado. Também é ótimo para fazer planos, fico olhando o que compraria se fosse mais rica ou se resolvesse ter uma vida mais saudável. Fibra solúvel, broto de girassol, sal líquido e tudo mais. Tem dias que gosto de fazer uma regressão, fico lembrando das coisas que eu pedia para minha mãe comprar quando eu era criança. Das respostas positivas delas, boas lembranças. Das negativas, a raiz dos meus complexos. Quando eu era criança, além de pedir coisas para a minha mãe comprar, sonhava em ficar presa no supermercado de noite para poder comer tudo o que tinha lá dentro, experimentar as roupas da seção de adultos e brincar com os jogos da seção infantil. Hoje, eu preferia ficar presa no shopping center, bem mais divertido. Uma das coisas realmente construtivas da minha mania de supermercado, é passar sempre - todas as vezes - na seção de livros. É como ir na cartomante para saber a sorte do dia: eu pego um livro e abro em uma página qualquer e leio a primeira frase que meus olhos encontram. Daí, a Madame Ozara que reside em mim faz a interpretação. Uma vez, estava pensando em parar de fumar e li uma frase do Osho justamente dizendo que o lance não era parar de fumar, mas fazer do ato de jogar fumaça pra dentro um ritual. Meio hipongo, mas toda vez que acendo um cigarro eu penso no Osho. O livro de interpretação dos sonhos era divertido. Toda vez que sonhava algo mais que onírico, eu corria no mercado para consultar o significado. Pena, que nunca deu certo.
sábado, 26 de julho de 2008
Dias Melhores
Pela primeira vez, acreditei que dias melhores iriam vir. Vieram mesmo. Graças a Deus...
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