domingo, 8 de fevereiro de 2009

A Sincronicidade do Universo

Ter contato com a física quântica atráves de livro de auto-ajuda não é a maneira mais correta de entender o universo. Porém, foi assim que descobri novas formas de pensar nos últimos anos. Uma delas foi o princípio da sincronicidade, um nome diferente que deram para as coincidências. Ainda não entendi muito bem as explicações científicas, mas achei muito interessante a idéia de que cada um está conectado a todos os outros no mundo e que as coincidências são indícios de que minha vida está se sobrepondo a vida de outra pessoa. As coincidências da minha vida eu sempre chamei de sinais. Quando preciso tomar uma decisão, sempre espero um sinal: um acontecimento que me indica o melhor caminho a seguir. Crendice ou não, isso me ajuda muito, é um jeito de transferir a responsabilidade da decisão para os mistérios do universo. Coincidências com datas são campeãs: terminei um relacionamento e só comecei outro no exato dia que completaria um ano que estava sozinha. Outra vez, foi engraçado: logo depois de outra separação, fiquei um pouco traumatizada e estava evitando começar um outro relacionamento, pois achava que a pessoa se parecia muito com o ex. Pra acabar com as dúvidas, um dia essa pessoa aparece com uma camisa igual a do ex! Não era uma camisa lisa comum, mas estampada em tom pastel com flores e bolsos recortados. Estou sentindo que estou numa fase de transição: trinta e cinco anos, sem emprego fixo, sem namorado, sem filhos, sem grandes conflitos. Estou realmente à espera de um grande sinal, um grande acontecimento que indique a direção que minha vida vai tomar daqui pra frente. O que vai ser?

Necessidades Básicas

Engraçado como as coisas acontecem comigo. Tem gente que tem que fazer milhões de coisas para conseguir parar de fumar: começar a mascar chicletes, tomar água quando dá vontade de fumar, tratamento com piteira fedida, terapia de grupo e até simpatia pro santo. Pra eu parar de fumar, bastou eu querer. Quando eu realmente me convenci que queria parar, eu parei. Na verdade, o objetivo não é parar de fumar, mas fumar só eventualmente, pelo prazer de fumar e não pelo vício. Assim como tomar cerveja ou comer picanha. Todo dia faz mal, mas de vez em quando é muito bom.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Basta Querer


Tá vendo. Basta a gente querer pra conseguir fazer as coisas. Saí pra balada e não bebi. Voltei pra casa cedo e o dia seguinte não foi perdido. Muito mais divertido do que beber um monte e não lembrar de nada depois. O que adianta? Porém, não ter ressaca não foi a melhor coisa que aconteceu essa semana, mas sim estar há dois dias sem fumar. Não ter gosto na boca, não ter cheiro na casa, não ter falta de apetite, não ter que sair de manhã pra comprar cigarro na padaria porque o maço acabou na balada, é tudo muito bom. Mas, ótimo mesmo é ter tido força de vontade, é ter escolhido o melhor pra mim mesma. Não sei por quanto tempo vou ficar sem fumar, mas já estou me sentindo uma pessoa melhor. Como se não bastasse, comecei um curso intensivo de dança. Antes de entrar efetivamente na pista de dança, enfrentei um dilema entre tentar ou inventar uma boa desculpa para desistir. Ainda bem que acabei indo, porque a sensação de enfrentar o medo e fazer uma coisa completamente nova, compensou todas as pisadas no pé do parceiro. Quando o tempo fecha e a chuva vem, dá pra abrir o guarda-chuva e enfretar o vento. Mas, se estiver com preguiça, pode esperar que um dia sempre pára de chover. Tem dias que o mundo parece sombrio, mas o tempo sempre abre e o sol reaparece. Pode ter certeza disso.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Toda Vez a Mesma Coisa

Tudo sempre se repete. É sempre a mesma coisa: acordar tarde, não lembrar como cheguei em casa, um nó no estômago e a cabeça parecendo que está cheia de água. Daí, antes de levantar da cama, fico tentando lembrar se fiz alguma coisa errada no intervalo entre o bar e a casa, porém a lembrança nunca vem. Eu me contento em verificar se o carro está na garagem e a carteira na bolsa. Se estão, tudo bem. O dia seguinte é sempre perdido, meu estômago reage mal ao álcool, independente da quantidade (por isso, não vale a pena tomar só três copinhos, a ressaca vai ser a mesma). Então, o dia seguinte perdido é dedicado a pensar em como gostaria de quebrar essa rotina, como gostaria de conseguir mudar um pouco a vida e fazer dos momentos de lazer algo um pouco mais prazeroso. O comodismo é tão grande que não consigo parar de fumar, parar de beber, fazer exercícios, ter algum hobby. A única diversão tem sido a balada que com o passar dos anos e o avanço da idade, nem é mais tão divertida assim. A vida anda um pouco vazia. Estou precisando de metas novas, objetivos a alcançar, coisas para querer. Só que ainda não sei onde procurar. É difícil achar alguma coisa que a gente não sabe o que é...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Crise Global

Apesar de todo meu otimismo nesse começo de ano, as notícias de 80 mil demissões em um único dia nos EUA até que abalaram um pouco o meu mundinho. O analista econômico explicou que a velocidade com que as fábricas estão demitindo é assustadora, pois usualmente primeiro há férias coletivas, depois redução de jornada e corte de horas-extras. As empresas só demitem quando a coisa tá bem preta. A conclusão é que as empresas no mundo todo, inclusive no nosso Brasil Varonil, não acreditam que a crise vá passar logo, por isso já estão mandando todo mundo pra rua logo de uma vez. Também estão falando que o filé mignon está muito barato no Brasil, porque as exportações do produto caíram pra caramba lá fora. É bom comer picadinho de filé mignon no almoço de terça-feira, mas é um sinal de que as coisas estão passando do ponto no mundo da economia global. Estou contaminada com o medo da recessão. Esses dias fui ao shopping e no meio de milhares de plaquinhas de "liquidação!", senti um medo danado de gastar meu dinheirinho. Ainda mais com essa vida de freelancer, sem salário, sem 13º e sem férias, dá um frio na barriga pensar no ano que está apenas começando. Mas, como o brasileiro sempre dá um jeito de ver o copo meio cheio ao invés de meio vazio, vou aproveitar pra testar umas receitas novas com o filé mignon com preço de fraldinha. Acho que vai bem com pimenta-do-reino e manteiga!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Inquietude

Já faz mais de dez dias que voltei de férias na Bahia e ainda não esqueci. Tem dias que acordo e ainda tenho a impressão de dois segundos que estou acordando na Praia do Forte. Olhar o azul do mar nunca me fez tanta falta. Pra piorar o surrealismo desses dias, aqui em Londrina só chove e, em pleno janeiro, faz frio. Não sei de onde nasceu essa vontade tão forte de partir. Agora que as coisas estão realmente indo bem por aqui e que as perspectivas são as melhores de toda a minha vida, surgiu essa inquietude dentro do peito. Não chega a ser dor nem angústia, mas uma sensação de vazio, como alguém que está procurando alguma coisa que não consegue achar. No mesmo dia que voltei da Bahia - dia 13/01 - abriu um edital de concurso público para jornalista em Salvador. Será que chegou a hora de eu ir atrás do que realmente quero? As chances são pequenas, mas eu nunca consegui tomar atitudes e arriscar. Talvez tenha chegado a hora. Preciso de um sinal.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Sol Nasce Pra Todos

No último dia na Bahia, acordei cedo e fui ver o sol nascer. Pra guardar na lembrança que a beleza existe e não custa nada. Passar um mês inteiro perto do mar fez alguma coisa mudar aqui dentro. Aprendi que existe prazer em coisas tão simples quanto sentar na areia e olhar as ondas. Senti que estar perto das pessoas pode ser intenso e verdadeiro, mesmo que sejam pessoas que você conheceu há pouco tempo e que vai passar muito tempo sem ver de novo. Percebi que é muito fácil sentir-se bem, sentir o coração batendo forte e ter um sorriso nos lábios que não tem hora pra acontecer. Agora que percebi tudo isso, talvez seja difícil aceitar que as férias acontecem somente uma vez por ano. Peguei o avião pensando muito em como fazer os outros 335 dias serem pelo menos um pouco parecidos com aqueles 30 dias no paraíso.